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Cibercrime cresce 1.800% em dez anos nos EUA

O número de queixas de crimes de internet cresceu 1.800% nos últimos dez anos nos Estados Unidos. Segundo o Centro de Reclamações de Crimes de Internet (IC3, na sigla em inglês), do FBI, foram apuradas 303.809 denúncias no ano passado, contra apenas 16.838 em 2000.

Na comparação com 2007, quando o número de queixas foi de 206.884, a alta foi de 47%. Em relação a 2008, com 275.284 reclamações, o crescimento foi menor, de 10%.

Entretanto, mesmo com a alta já esperada, 2010 foi o primeiro ano em que foi registrada queda desde 2006. O número de queixas de cibercrimes caiu 10% se comparados o ano passado e 2009 – quando foram apuradas 336.665 queixas, segundo o FBI.

O crescimento do número de crimes pela internet é um movimento já esperado pelo IC3, visto que em 2001, um ano depois do início dos registros, a taxa já havia triplicado. Vale lembrar que o FBI considera a não entrega de serviços ou não pagamento por uma compra, e não apenas envio de spam e malware, como cibercrime.

Facebook é principal causa de ataques virtuais sofridos por empresas

O Facebook é a principal causa dos ataques virtuais sofridos por empresas, de acordo com pesquisa realizada pela Panda Security, fornecedora de soluções de segurança. O estudo revela que 71,6% das companhias em todo o mundo infectadas por malware e 73,2% na qual a privacidade foi violada tiveram como origem dos ataques a rede social.

O YouTube aparece no levantamento como o segundo site de relacionamento que mais originou contaminações por malware, com 41,2%, seguido pelo Twitter, que respondeu por 51% das violações de privacidade.

Entre as empresas que sofreram perdas econômicas em decorrência dos ataques, o Facebook aparece novamente como o mais mencionado, com 62%, seguido do Twitter (38%), YouTube (24%) e LinkedIn (11%). O estudo da Panda mostra ainda que 77% dos empregados de pequenas e médias empresas utilizam redes sociais durante o horário de trabalho, o que aumenta o risco de compartilharem informações confidenciais.

A pesquisa aponta que as redes sociais são utilizadas atualmente por 78% das empresas, seja como apoio à pesquisa e a inteligência competitiva, seja para suporte aos clientes ou como ferramenta de relações públicas e iniciativas de marketing. Mas o relatório constatou que a maior delas não tem um plano específico de gestão de crises ou para enfrentar os três grandes focos de riscos gerados pelas redes sociais.

NavegaProtegido.org ajuda a proteger as crianças dos perigos da internet

Com o propósito de conscientizar as famílias sobre os riscos e as formas de proteger crianças e adolescentes em um mundo conectado, a Microsoft desenvolveu uma série de atividades e ferramentas. A preocupação da empresa tem como base um estudo realizado recentemente pela Universidade de Navarra, na Espanha, a qual revela que 42% das crianças ibero-americanas de 11 anos preferem a internet à televisão. A porcentagem sobe até para 60% entre os adolescentes de 14 e 15 anos. No site da Microsoft Brasil de relacionamento com a mídia há um material disponível com dicas de segurança na internet para os pais protegerem seus filhos, de acordo com sua faixa etária: http://bit.ly/f9sWlB

No Dia Internacional da Internet Segura, que tem como tema “É mais que um jogo, é a sua vida”, a Microsoft ministrou palestras educativas em escolas para pais de famílias e estudantes em dez países da América Latina, região que de acordo com o último relatório de segurança da Microsoft apresentado em julho de 2010, apresenta a maior quantidade de infecção de malware e softwares mal-intencionados.

A Microsoft também fornece, junto com a Fundação Ricky Martin, informações sobre como as famílias podem manter-se seguras na internet através do portal NavegaProtegido.org. Para os brasileiros, o link em português é o www.navegueprotegido.com.br

“A Fundação Ricky Martin e a Microsoft criaram a iniciativa Navegue Protegido com o objetivo comum de criar um ambiente seguro para as crianças. O website navegaprotegido.org é o ponto de partida para todos aqueles que buscam conscientizar e informar sobre o uso seguro da Internet”, comenta Bibiana Ferraiuoli, diretora executiva da Fundação Ricky Martin.

Ataques virtuais via redes sociais crescem 90%

Os ataques de malware realizados por meio de redes sociais cresceram cerca de 90% na comparação de dezembro do ano passado com abril de 2009, segundo pesquisa da Sophos feita com 1.273 pessoas e executivos de empresas. O levantamento revela que 40% dos entrevistados disseram já ter recebido malware em seus perfis de redes sociais, parcela que foi de 21,2% no levantamento feito em abril de 2009.

No que se refere a spams (mensagens indesejadas), o índice dobrou, saltando de 33,4% para 67%. Já em relação a phishing (fraudes eletrônicas por meio de envio de e-mails falsos), 43% dos entrevistados afirmaram que já foram alvo desse tipo de ataque via redes sociais, contra 21% de abril de 2009.

A amostra revela, ainda, que metade dos entrevistados têm acesso ilimitado a redes sociais como Facebook, Twitter, MySpace e LinkedIn em seu trabalho. Mas as empresas demonstraram certa preocupação com os possíveis perigos que rondam as redes sociais.

O relatório aponta que 59% das empresas temem que o comportamento dos empregados nas redes sociais possa colocar em risco a segurança da rede corporativa e 57% acham que os profissionais da empresa compartilham muitas informações nos sites de relacionamentos.