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Apetrexo contrata empresa de marketing de performance

O site de comércio eletrônico Apetrexo (www.apetrexo.com.br/), que vende celulares, câmeras digitais, relógios, computadores, games, eletrônicos, brinquedos, livros, entre outros produtos, contratou a Media Factory, empresa de marketing de performance com atuação global, para realizar ações de marketing digital e otimização da presença on-line nas mídias sociais.

O contrato entre as duas empresas foi assinado em meados de janeiro com base na performance, ou seja, a Media Factory assume o risco dos resultados e o retorno do investimento realizado com o cliente. “Este é um dos principais modelos de negócios que fechamos em 2010 e que pretendemos ampliar neste ano”, revela Leandro Kenski, executivo-chefe da Media Factory. A expectativa da Apetrexo com a ação de marketing é triplicar o faturamento neste primeiro trimestre, cuja cifra ela não divulga.

A empresa de marketing de performance será responsável pela atuação da marca na web, que pretende por meio de ações nas mídias sociais aquecer e movimentar o tráfego do canal de e-commerce. Atualmente, o site do Apetrexo possui cerca de 200 mil clientes ativos e registra mais de três milhões de visitas únicas no mês.

De acordo com Fellipe Pessôa, gerente de marketing do Apetrexo, a escolha da Media Factory aconteceu pela empresa estar de acordo com a cultura do portal de ter o foco no retorno do investimento. “Além disso, a agência tem uma visão holística do processo de integração dos canais de mídias sociais, compreendendo a importância do desenvolvimento da marca e engajamento de seus clientes”, revela o executivo.

Influência das redes sociais sobre consumidores ainda é baixa, aponta estudo

Apesar de os anunciantes estarem cada vez mais presentes nas redes sociais, como Facebook e Twitter, o consumidor ainda não consegue estabelecer envolvimento com uma marca por meio dessas mídias, uma vez que não atendem a todas as expectativas da audiência. A maioria das pessoas ainda prefere manter contato com uma marca através de métodos mais tradicionais como o e-mail, sites da empresa ou, ainda, por meio do boca a boca. Esta é a constatação feita pelo Liminal, estudo da agência digital Razorfish que aponta as últimas tendências digitais.

O estudo reúne dados compilados a partir de entrevistas individuais em profundidade e do monitoramento on-line de cerca de 6 mil consumidores que fazem parte do banco de dados da companhia aérea Virgin America, além de englobar dados sobre o engajamento em mídias sociais relativos a mais de 100 mil usuários de internet compilados pela empresa Rapleaf.

“A partir do Liminal é possível é olhar para a gestão de relacionamento com o cliente mais do ponto de vista de um consumidor do que de um anunciante, de modo a compreender melhor como as pessoas escolhem interagir com as marcas”, comenta Fernando Tassinari, general manager da Razorfish Brasil.

Os consumidores citaram o fato de sentirem-se valorizados como sendo o elemento mais importante para o envolvimento com uma marca. “Todos querem a mesma coisa. Assim, as empresas devem se preocupar menos com a construção de inúmeros canais e pontos de contato e mais sobre como assegurar que cada interação com o cliente comunique valor”, aconselha Tassinari.

O estudo também revela que o conceito de “consumidor no controle”, mantra amplamente divulgado nos últimos anos, pode não ser tão adequado quanto se pensava. Entre as seis qualidades que definem o engajamento – sentir-se valorizado, confiança, eficiência, coerência, pertinência e controle –, este último foi classificado como o menos significativo entre os consumidores.

Enquanto redes sociais como o Facebook são respeitadas por entregar controle e relevância, não são tão bem-sucedidas em auxiliar as marcas a fazerem com que sua audiência sinta-se valorizada. De qualquer maneira, as empresas podem tomar medidas para mudar essa percepção. O estudo aponta para alguns recursos na página do Facebook que são “sensíveis” às necessidades do cliente e onde, por exemplo, os fãs de uma determinada marca de vestuário têm a possibilidade de receber em primeira mão notícias sobre uma eventual liquidação.

Como parte do estudo, a Razorfish também criou uma ferramenta intitulada “Ranking de Influência do Consumidor” – uma equação que auxilia as marcas a avaliarem o valor de um consumidor com base em sua influência e alcance, bem como a intenção e o poder de compra deste indivíduo. A equação baseia-se fortemente no Twitter, uma vez que o serviço de microblogging é a mais pública e controlável de todas as principais plataformas sociais, observa o relatório.

O Ranking de Influência do Consumidor é o outro lado da pontuação SIM Score (Marketing de Influência Social), desenvolvida pela Razorfish em 2009 para ajudar a medir a influência das próprias marcas nas mídias sociais. A metodologia SIM Score proporciona uma análise mais abrangente da estabilidade de uma marca, e não apenas de sua força na web social.

Publicidade precisa se reinventar para se adaptar às mídias sociais

A publicidade precisa mudar para se adaptar às mídias sociais. A opinião generalizada entre os especialistas é que as empresas veem as redes de relacionamento de forma errada, buscando sempre o retorno financeiro de seus investimentos, quando as métricas que devem ser aplicadas a esse mercado são outras.

Na opinião da gerente de marketing do Ibope, Julia Sawaia, o que acontece é que as companhias, principalmente as de marketing, enxergam as redes sociais como se fossem apenas tecnologias novas, quando, na verdade, são plataformas de relacionamento entre pessoas. Por isso, segundo ela, a análise do retorno do investimento (ROI) sempre deve ser qualitativa, buscando padrões relacionados a interação e engajamento, e não quantidades de pessoas atingidas.

Para Renato Shirakashi, diretor de tecnologia da plataforma de monitoramento de redes sociais Scup, não se pode medir o engajamento das pessoas com ações de marketing. Ele acredita que, a partir do momento em que o internauta foi “estimulado artificialmente” a falar sobre aquele produto ou seu fabricante, toda a ideia de engajamento já não pode mais ser aplicada.

Shirakashi defende que publicidade não combina com as mídias sociais, pois elas são espaços para diálogos e discussões entre pessoas, e comunicados de empresas. Para o executivo, o que as companhias têm de fazer é criar um canal de comunicação e estabelecer um relacionamento real com os clientes. “É um investimento de muito longo prazo, mas quem não o fizer talvez fique de fora [das mídias sociais] daqui a dez ou 15 anos”, diz.

Julia, do Ibope, rebate esse argumento utilizando dados da empresa de pesquisa, os quais apontam que a maioria das pessoas não se incomoda com mensagens postadas por empresas no Facebook, Orkut ou Twitter. Segundo ela, muitas delas, inclusive, acreditam que esse tipo de conteúdo faz parte da convivência em mídias sociais. A diretora de marketing não revela os números de sua pesquisa.

Ricardo Almeida, sócio-diretor da agência de planejamento para web I-Group, corrobora a visão da executiva do Ibope e completa dizendo que, na verdade, o que mudou foi o conceito de retorno do investimento (ROI), mas ele continua sendo fundamental para qualquer investimento na web. Entretanto, ele acredita que hoje os negócios estão mais objetivos, então é preciso saber o que se quer medir e não apenas a quantidade de pessoas que seguem o perfil das empresas no Twitter, ou quantos fãs determinada companhia tem no Facebook.

Almeida não chega a se opor ao executivo da Scup, mas acrescenta que “não é que a publicidade não combina com as redes sociais, mas é a publicidade que já não combina mais com ela mesma”. Para ele, o marketing hoje vive um momento de profunda transformação em que é preciso criar meios e incentivos para que o consumidor chegue até a marca, e não o contrário. “De uma forma ou de outra, a publicidade acaba virando uma mídia social”, resume.

Mídias sociais no Brasil são pautadas por mídias tradicionais, diz estudo

As mídias sociais no Brasil são completamente pautadas pelas mídias tradicionais, mas a recíproca ainda não é verdadeira. A conclusão é de um estudo qualitativo conduzido pela agência de marketing JWT Brasil, que comparou a repercussão de assuntos veiculados pelas revistas Veja e Época e o Jornal Nacional, da TV Globo, com dados do Facebook, Google e Twitter durante o ano passado.

De acordo com o diretor de estratégias digitais da JWT, Patrice Lamiral, o fenômeno acontece, principalmente, porque os dois tipos de mídia têm “vocações” diferentes. Enquanto os veículos de imprensa, que representam as mídias tradicionais, exercem um trabalho de curadoria de informações, ou seja, escolher o que vale a pena ser noticiado, as mídias sociais tem o papel de discutir esses assuntos e abrir espaço para que todas as pessoas possam conversar sobre eles.

Cris Dias, também da JWT, completa afirmando que as chamadas mídias tradicionais hoje funcionam como fontes de informações brutas, sem reflexão, enquanto as mesmas informações são encontradas nas mídias sociais, mas com mais intensidade.

Dias cita o exemplo do filme “A Origem” (Christopher Nolan, 2010), que durante o ano passado inteiro teve apenas duas citações na imprensa – uma resenha crítica na Veja e outra na Época –, e no Twitter foi um dos mais comentados durante vários meses por milhares de pessoas, inclusive antes de chegar aos cinemas.

Lamiral, no entanto, não acredita que o cenário traçado pelo estudo seja um problema, mas apenas uma constatação da realidade brasileira, com suas particularidades sociais e culturais. Ele defende que é possível aumentar a influência das redes sociais sobre a imprensa tradicional, mas o modelo de negócio atual, dominado por grandes portais e sites de jornais tradicionais, não dá espaço para a repercussão de opiniões de internautas.

Na visão de Lamiral, os blogs, redes sociais e internautas ainda precisam aumentar sua produção própria de conteúdo de qualidade para que outras fontes de informação possam ser absorvidas pelos modelos tradicionais de produção de conteúdo.

Duke Energy Brasil adere às mídias sociais

A Duke Energy International Brasil – uma das maiores geradoras privadas de energia do país – acaba de lançar três novos canais de comunicação institucional na internet, são eles: um deles no Twitter (@dukeenergybr), um blog corporativo (www.duke-energy.com.br/blog) e outro no YouTube (DukeEnergyBr).

O ingresso nas mídias sociais, de acordo com a empresa, visa incentivar o diálogo sobre os temas que fazem parte do universo da corporação com seus acionistas. As novas ferramentas de comunicação irão abordar assuntos relacionados ao setor de energia, sustentabilidade, oportunidades de emprego, além dos programas socioambientais, desenvolvidos na bacia do Paranapanema – região onde a Duke Energy é concessionária de oito usinas hidrelétricas.

“A valorização de uma comunicação aberta, franca e constante faz parte dos valores institucionais da Duke Energy. E, mais do que discursar sobre nossos negócios, desejamos ouvir e participar da conversa sobre os temas relacionados às atividades da companhia”, ressalta Ana Amélia de Conti, gerente-geral de Relações Institucionais da Duke Energy Brasil.

A estréia nas mídias sociais também representa a importância das operações da Duke no Brasil. O país é a primeira unidade da companhia, fora dos Estados Unidos, em que a empresa abre estes canais de relacionamento com seus públicos.