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Compras coletivas e disputa entre Orkut e Facebook darão o tom da web no país

A explosão dos sites de compras coletivas e o acirramento da disputa entre o Orkut, do Google, e o Facebook no mercado de redes sociais devem dar o tom da web brasileira neste ano, segundo o presidente de marketing services para a América Latina da Serasa Experian, Juliano Marcílio, que participou do WebExpoForum 2011, evento promovido pela revista TI Inside e organizado pela Converge Comunicações.

O executivo diz que os sites de compras coletivas estouraram em acesso no país a partir de meados do ano passado e que esse crescimento exponencial continuará ao longo deste ano. “Esses sites ganharam relevância no país após a Copa do Mundo de 2010 e agora mantém uma curva ascendente”, disse Marcílio.

Ele informa que o Groupon é o líder em acessos no Brasil, detendo 49% de participação de mercado, seguido respectivamente pelo Peixe Urbano, com 14,2%, e pelo ClickOn, com 10,5%. Estudo realizado pela Hitwise, divisão de pesquisas de internet da Serasa Experian, revela que o tráfego dos sites de compras coletivas é gerando, igualitariamente, por e-mail e redes sociais.

No que diz respeito especificamente às redes sociais, Marcílio observa que o Orkut, do Google, apesar de líder absoluto de mercado no Brasil, está perdendo espaço para o Facebook. De acordo com pesquisa apresentada por ele, a participação de mercado do Orkut no país recuou de 62,59%, em janeiro de 2010, para 57,28%, em dezembro do mesmo ano.
Enquanto isso, na mesma base de comparação, a representatividade do Facebook registrou expansão, saltando de 1,93% para 6,39% sobre o total de acessos a redes sociais. O Twitter fechou dezembro do ano passado com market share de 2,65%, contra 1,72% de janeiro de 2010.

No entanto, Marcílio pondera que o Facebook não deve alcançar o Orkut ainda neste ano, apesar de o seu crescimento ser bastante superior ao da rede social do Google. “Neste ano, o Facebook ainda não deve ultrapassar o Orkut, mas tende a equilibrar um pouco as forças”, avalia.

MercadoPago lança ferramenta para cobrar e vender pelas redes sociais

 A plataforma de pagamentos MercadoPago anuncia o lançamento do novo portal www.mercadopago.com.br com o objetivo de facilitar a navegação e destacar as novas ferramentas que permitem pagar e realizar cobranças por meio das redes sociais, como Orkut, Facebook e Twitter. O portal foi criado para suprir a demanda crescente de empreendedores que estão lançando suas lojas virtuais e buscam serviços de uma plataforma de pagamentos on-line eficiente e segura. “O novo site permite ao cliente encontrar já na página inicial todas as ferramentas fundamentais para que seu negócio seja muito competitivo”, explica Marcelo Coelho, diretor do MercadoPago no Brasil.

Uma novidade é a possibilidade de serem inseridos botões de pagamentos nas redes sociais. Esse serviço permite ao usuário criar um botão de compra personalizado para Orkut, Facebook e Twitter com informações sobre o produto ou serviço que pretende vender, como preço, características e custo de envio. Ao clicar no link, o comprador é direcionado ao site do MercadoPago para finalizar o processo de pagamento do artigo anunciado nas redes sociais. “A ferramenta permite aos vendedores, através do social shopping, explorarem a sua rede de contatos virtuais para aumentar o tráfego na sua loja on-line e agilizar o fluxo de pagamento em um único clique”, afirma Marcelo Coelho.

Outra funcionalidade da ferramenta é a possibilidade de enviar cobranças de valores pelas redes sociais. Criando um botão personalizado e seguro, o usuário pode convocar os amigos na rede para arrecadar recursos e promover um churrasco, uma festa, uma viagem ou mesmo reunir dinheiro para comprar um presente de aniversário a um amigo em comum.

O MercadoPago oferece ao comprador a opção de parcelar suas compras em até 18 vezes no cartão de crédito, com processamento 100% online e operação segura em um único clique através da ferramenta Pagamento Expresso.

BM&F Bovespa vai a redes sociais e lança simulador de investimentos

A BM&F Bovespa decidiu entrar nas redes sociais para ensinar os brasileiros a comprar e vender ações. Na terça-feira, 15, a bolsa de valores de São Paulo lançou o aplicativo SimulAção, um simulador do mercado de capitais para usuários do Facebook e do Orkut.

Segundo a Bovespa, o aplicativo oferece aos participantes uma quantia virtual de dinheiro para compor uma carteira de investimentos, como forma de mostrar aos internautas como funcionam as negociações nesse mercado. Por meio do aplicativo, os usuários ainda podem buscar outros amigos que o usam, elaborar um ranking de investimentos e trocar informações sobre os negócios.

O programa ainda oferece metas para cada usuário e distribui medalhas conforme elas são alcançadas. Os internautas ainda podem visualizar suas carteiras e acompanhar seu desempenho por meio de gráficos interativos e comparativos e de um ranking global de investimentos, além de um sistema de busca de ativos para investir.

Para usar o aplicativo, disponível apenas para Facebook e Orkut, os internautas devem se cadastrar no site do SimulAção.

Facebook reduz diferença de participação para o Orkut no Brasil

O Orkut ainda é a rede social mais acessada pelos internautas brasileiros, mas o Facebook está registrando crescimento exponencial e diminuindo a diferença rapidamente, apontou estudo da comScore.

Em dezembro do ano passado, o Orkut tinha 31,27 milhões de usuários únicos, contra 12,11 milhões do Facebook, diferença que era bastante superior em dezembro de 2009: 24,4 milhões contra 3,38 milhões, respectivamente.

O resultado revelou que enquanto o número de usuários únicos do Orkut cresceu 28% na comparação de dezembro de 2009 com o mesmo mês de 2009, a expansão do Facebook fora  de 258%.

Um dado interessante também apontado pela comScore é que os internautas brasileiros utilizam com mais frequência redes sociais, e-mail e ferramentas de buscas do que a média global.

A diferença mais acentuada está em redes sociais, cujo índice de uso no Brasil é de 85% sobre o total de usuários ativos de web, contra 70% na média global. No que se refere ao uso de e-mail, enquanto no Brasil a taxa é de 75%, no mundo é de 63%. A menor diferença está em ferramentas de buscas: 86% contra 85%, respectivamente.

STJ isenta Google de responsabilidade por agressões no Orkut

O Superior Tribunal de Justiça negou o pedido de indenização a uma usuária do Orkut que desejava processar o Google por um conteúdo ofensivo postado contra ela na rede social. Segundo o entendimento do STJ, o Google não poderá ser responsabilizado pela mensagem, já que não se pode exigir do provedor do serviço que se fiscalize todo o conteúdo do site.

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) já havia isentado o Google do pagamento de indenização por danos morais, por entender que a fiscalização pretendida pela autora, na prática, implica exame de todo o material que transita pelo site, tarefa que não pode ser exigida de um provedor de serviço de hospedagem, já que a verificação do conteúdo das veiculações implicaria restrição da livre manifestação do pensamento.

Contra essa decisão, o advogado da usuária interpôs recurso especial ao STJ sob a alegação de que “o site em questão configura uma prestação de serviços colocada à disposição dos usuários da rede”, por isso, existe responsabilidade objetiva. No recurso, o advogado afirmava ainda que o compromisso assumido de exigir que os usuários se identifiquem não foi honrado, o que gera a falha no serviço. Por fim, alegava negligência na prestação do serviço.

Para a relatora do caso, ministra Nancy Andrighi, apesar de gratuito, o Orkut exige que o usuário realize um cadastro e concorde com as condições de prestação do serviço, gerando um banco de dados com infinitas aplicações comerciais e, por isso, é inegável a relação de consumo nos serviços de internet.

A ministra entende também que a responsabilidade do Google deve ficar restrita à natureza da atividade por ele desenvolvida naquele site, ou seja, disponibilizar na rede as informações encaminhadas por seus usuários e assim garantir o sigilo, a segurança e a inviolabilidade dos dados cadastrais de seus usuários, bem como o funcionamento e a manutenção das páginas na internet que contenham as contas individuais e as comunidades desses usuários.

Em relação à fiscalização do conteúdo, a relatora considera que não se trata de uma atividade intrínseca ao serviço prestado, de modo que não se pode considerar defeituoso o site que não examina e filtra o material nele inserido. A verificação antecipada, pelo provedor, do conteúdo de todas as informações inseridas na web eliminaria um dos maiores atrativos da internet, que é a transmissão de dados em tempo real.

Segundo ela, seria impossível delimitar parâmetros de que pudessem se valer os provedores para definir se uma mensagem ou imagem é potencialmente ofensiva. “Entretanto, também não é razoável deixar a sociedade desamparada frente à prática, cada vez mais corriqueira, de se utilizar comunidades virtuais como artifício para a consecução de atividades ilegais”, declarou. A ministra destaca que os provedores de conteúdo, porém, devem assim que tiverem conhecimento inequívoco da existência de dados ilegais no site, removê-los imediatamente, sob pena de responderem pelos danos respectivos, mantendo, dessa forma, um sistema minimamente eficaz de identificação de seus usuários.