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Brasil tem boa pontuação em pesquisa sobre segurança na Web

Brasileiros são os mais preocupados com segurança e privacidade online e os que mais tomam medidas de prevenção nessa área, em comparação com internautas da Alemanha, Estados Unidos, França e Reino Unido. Eles também tendem a ser pioneiros na adoção de novas tecnologias e no acesso a novas redes sociais, o que aumentaria o risco do Brasil no que se refere a violações de segurança e privacidade.

As constatações são da pesquisa Índice de Segurança da Computação da Microsoft, encomendada pelo Trustworthy Computing Group (TwC), ou Grupo de Computação Confiável da Microsoft.

O estudo  indica que, em 2011, o índice alcançado pelo Brasil, de 40 pontos, foi o maior, contra a pontuação média de 34  dos países estudados. Os analistas do TwC salientam, entretanto, que esse índice não revela o quanto os brasileiros estão, de fato, seguros. Eles destacam, também que  o  alto nível de preocupação sobre o tema provavelmente decorre da alta incidência de invasões da segurança e privacidade no país.

Confira os principais achados da pesquisa:

  • 74% dos internautas reportaram a infecção de vírus em e-mail (média dos 5 países = 43%)
  • 64% estão preocupados com a sua reputação online (média dos 5 países = 32%)
  • 55% reportaram roubo de identidade (média dos 5 países = 28%)
  • 84% desejavam possuir melhores ferramentas para proteger sua privacidade e segurança
  • 40% dizem que as empresas com presença na Web deveriam ser as principais responsáveis pela proteção da sua privacidade e segurança. Esta é a segunda pontuação mais alta comparada com a França (47%)
  • O Brasil possui o mais intenso uso de rede social (84%), de serviços de localização (55%) e de acesso e registros médicos online (25%) entre os países analisados.

E-commerce no Brasil deve crescer 22% e atingir US$ 18,7 bilhões este ano, prevê eMarketer

O crescimento econômico do Brasil e o consequente aumento do consumo privado, além de um sentimento maior de segurança, tem impulsionado fortemente o comércio eletrônico do país, que deverá atingir US$ 18,7 bilhões este ano, um crescimento de 21,9% em relação a 2011. A estimativa, da eMarketer, envolve comércio de varejo business to consumer (B2C) e vendas de viagens online.

O especialistas da eMarketer destacam que o Brasil será responsável por mais da metade do total de vendas de comércio eletrônico B2C na América Latina até 2013. A empresa de pesquisa prevê que 34% dos usuários de internet no Brasil, ou 23,2 milhões de pessoas, irão fazer uma compra online em 2012.

Três anos depois, em 2015, 39,0% dos usuários de internet, ou 31,6 milhões de pessoas, terão feito pelo menos uma compra online, levando as vendas a um total de US$ 26,9 bilhões naquele ano.

A eMarketer assinala que métodos de pagamento diversificados estão contribuindo para o sucesso do comércio eletrônico no Brasil. Citam relatório do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.BR), de junho de 2011, o qual revela que cartões de crédito continuam sendo o método mais popular de pagamento online (usado por 63% dos compradores em 2010), mas os métodos de pagamento offline estão se tornando mais comuns.

O estudo do NIC.BR  revelou que 37% de compradores online em 2010 usaram “boletos bancários”, acima dos 31% em 2009.

Os analistas avaliam, ainda, que a segurança online permanece como uma das maiores barreiras ao comércio eletrônico no Brasil, mas o sentimento do consumidor está mudando. Eles mencionam o estudo do e-bit e da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, de agosto de 2011, que revela que mais 70% dos usuários de internet entrevistados sentiam que a segurança havia melhorado nos últimos dois anos.

Publicidade online no Brasil cresce 69% e atinge R$ 5,3 bilhões

Dados divulgados pelo IBOPE revelam que a publicidade online no Brasil, em 2011,  cresceu acima da média do mercado, tendência já observada nos anos anteriores.

No ano, os gastos com anúncios na internet atingiram R$ 5,4 bilhões, o que representa crescimento de 69% em relação aos R$ 3,2 bilhões gastos em 2010. Com esse resultado, o meio online consolida uma participação de 6% no bolo total de investimentos em mídia no país.

O instituto salienta que uma parcela desse crescimento deve-se a readequação de dados reportados e tabela de preço dos portais.

No âmbito geral, os investimentos publicitários no Brasil em 2011 aumentaram 16%  em comparação com 2010, atingindo R$ 88,3 bilhões. A TV manteve-se no posto de maior destino desses investimentos, abocanhando  R$ 46,4 bilhões, contra os R$ 40,2 bilhões de 2010. A sua participação relativa no mercado, entretanto, se manteve inalterada, em torno de  53% do total.

Confira nos quadros abaixo os investimentos em publicidade, por meio, e o ranking dos maiores anunciantes do país.

Investimentos em mídia no Brasil

 

Maiores anunciantes 

Fonte: IBOPE/Monitor Evolution