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Brasil só perde para EUA, Índia e Indonésia em número de usuários do Facebook

O número de usuários de mídias sociais atingirá este ano 1,43 bilhão no mundo, um aumento de 19,2% em relação a 2011. Por trás desse crescimento, está a popularidade do Facebook, sobretudo em países como Brasil, Índia e Indonésia. Em 2012, mais de 837 milhões de pessoas no mundo usarão o Facebook, um aumento de 27,4% em relação a 2011. No ranking global dessa rede, o Brasil só perde para Estados Unidos (141,2 milhões de usuários), Índia (68,1 milhões) e Indonésia (49,1 milhões). As informações são da empresa de pesquisa e consultoria eMarketer.

Top 5 Facebook Countries, Ranked by Users, 2012 (millions)

Em seu estudo  “Worldwide Social Network Usage: Market Size and Growth Forecast”, a eMarketer destaca que 63,2% dos usuários de internet visitarão uma rede social pelo menos uma vez por mês em 2012. Essa taxa subirá para 67,6% em 2013 e 70,7% em 2014. Com esse ritmo, 1 em cada 5 pessoas no mundo usará mídia social este ano, e 1 em cada 4 em 2014.

Receita global do Facebook com anúncios deve superar US$ 5 bilhões este ano

O Facebook, maior rede social do mundo, deverá abocanhar este ano uS$ 5,06 bilhões em receitas com publicidade online. Isso representa crescimento de 60%, abaixo dos 68,2% de expansão registrados em 2011. A estimativa é da empresa de pesquisa e consultoria eMarketer.

A consultoria diz que essa redução da taxa de crescimento ano a ano se manterá, e que em 2014 o faturamento global com anúncios da gigante de rede social estará em torno de US$ 8 bilhões.

Anúncios ainda são a maior fonte de receitas da rede social, mas a eMarketer prevê queda para 83% do total este ano (contra 95% em 2010). O restante virá de créditos e outras fontes.

A participação dos Estados Unidos na receita com publicidade online do Facebook está encolhendo, segundo os analistas. A estimativa é de 51% este ano e 49% em 2013 e 2014, contra 55% em 2011.

Em 2011, o Facebook atraiu 5,4% de todas as receitas de publicidade online geradas nos Estados Unidos. Essa taxa deverá aumentar este ano para 6,5%, representando montante de US$ 2,58 bilhões, segundo a eMarketer.

Twitter e LinkedIn experimentam sólido crescimento de receitas com publicidade

As rede sociais Twitter e LinkedIn deverão experimentar este ano sólido crescimento em suas receitas com publicidade, segundo a empresa de pesquisa e consultoria eMarketer. No caso do Twitter, a expansão não repetirá o patamar de três dígitos de 2011, mas as receitas atingirão US$ 260 milhões, o que representa crescimento de 82% em relação a 2011.

No que se refere à rede profissional LinkedIn, as receitas globais com anúncios somarão US$ 226 milhões no fim de 2012, um aumento de 46,1% sobre 2011.

Segundo a eMarketer, atualmente, 90% das receitas do Twitter têm origem nos Estados Unidos.  Outros países contribuirão com apenas US$ 26 milhões do total este ano. Os analistas da empresa de pesquisa preveem que em 2014 o microblog terá diversificado um pouco suas fontes de receita, mas 83% dos dólares obtidos com publicidade em todo o mundo (um total previsto de US$ 540 milhões) ainda virão dos Estados Unidos.

No caso do LinkedIn, há uma parcela maior de dólares de anúncios originados fora dos Estados Unidos. A eMarketer prevê que este ano o site irá obter US$ 226 milhões em receitas de anúncios, um aumento de 46,1% sobre 2011. A parcela originada fora dos Estados Unidos é de 32%.

Em 2014, a previsão é que os anunciantes norte-americanos respondam por 60% dos US$ 405,6 milhões que serão amealhados pelo LinkedIn.

As receitas do LinkedIn foram revisadas para cima desde a última previsão emitida pela eMarketer em setembro de 2011. O motivo teria sido um um programa de publicidade mais forte do que o esperado no site.

E-commerce no Brasil deve crescer 22% e atingir US$ 18,7 bilhões este ano, prevê eMarketer

O crescimento econômico do Brasil e o consequente aumento do consumo privado, além de um sentimento maior de segurança, tem impulsionado fortemente o comércio eletrônico do país, que deverá atingir US$ 18,7 bilhões este ano, um crescimento de 21,9% em relação a 2011. A estimativa, da eMarketer, envolve comércio de varejo business to consumer (B2C) e vendas de viagens online.

O especialistas da eMarketer destacam que o Brasil será responsável por mais da metade do total de vendas de comércio eletrônico B2C na América Latina até 2013. A empresa de pesquisa prevê que 34% dos usuários de internet no Brasil, ou 23,2 milhões de pessoas, irão fazer uma compra online em 2012.

Três anos depois, em 2015, 39,0% dos usuários de internet, ou 31,6 milhões de pessoas, terão feito pelo menos uma compra online, levando as vendas a um total de US$ 26,9 bilhões naquele ano.

A eMarketer assinala que métodos de pagamento diversificados estão contribuindo para o sucesso do comércio eletrônico no Brasil. Citam relatório do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.BR), de junho de 2011, o qual revela que cartões de crédito continuam sendo o método mais popular de pagamento online (usado por 63% dos compradores em 2010), mas os métodos de pagamento offline estão se tornando mais comuns.

O estudo do NIC.BR  revelou que 37% de compradores online em 2010 usaram “boletos bancários”, acima dos 31% em 2009.

Os analistas avaliam, ainda, que a segurança online permanece como uma das maiores barreiras ao comércio eletrônico no Brasil, mas o sentimento do consumidor está mudando. Eles mencionam o estudo do e-bit e da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, de agosto de 2011, que revela que mais 70% dos usuários de internet entrevistados sentiam que a segurança havia melhorado nos últimos dois anos.

Conformidade com SOPA e PIPA pode custar “bilhões” à cadeia de publicidade online

Especialistas estimam em bilhões os gastos que a cadeia de fornecimento de publicidade online – redes de anúncios, processadores de pagamento, serviços de hospedagem, motores de busca e outros — teria de arcar para monitorar conteúdos e links embutidos em páginas da Web para cumprir o que estipulam os projetos de lei antipirataria norte-americanos Stop Online Piracy Act (SOPA) e Protect  Intellectual Property Act (PIPA), alvos de vários protestos na internet.

Segundo os que se opõem à legislação, as consequências de sua aprovação incluem possível reversão do crescimento registrado pela publicidade online nos Estados Unidos.

Dados da eMarketer preveem que em 2011 as vendas de anúncios online naquele país cresceram 23%, para US$ 32 bilhões, e devem atingir US$ 39,5 bilhões este ano, ultrapassando os gastos com jornais impressos e revistas.

A conformidade com o SOPA e o PIPA, segundo eles, tem potencial de congelar investimentos de risco já previstos para as empresas online e suprimir a publicidade em mídia social.

Na área de publicidade, a percepção de muitos especialistas é que monitorar cada parte do conteúdo oriundo de contribuição em websites é extremamente dispendioso, e que os reflexos do PIPA e do SOPA, em termos de gastos e de esforços de adequação, podem ser comparados aos da Lei Sarbanes-Oxley (SOX), de 2002.

Uma pesquisa de 2004 revela que os custos totais do primeiro ano de cumprimento à seção 404 da SOX superaram US$ 4,6 milhões por cada uma das empresas americanas com mais de US$ 5 bilhões em receita anual.

(com informações da MediaPost Publications)