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IPO do Facebook expõe forças e fraquezas da maior rede social do mundo

Depois de muita especulação, o Facebook registrou, na quarta-feira, 1ª de fevereiro, sua oferta pública inicial de ações (IPO, em inglês) para levantar US$ 5 bilhões. O valor é menor do que as previsões de mercado, que apontavam para US$ 10 bilhões, mas muito superior ao US$ 1,9 bilhão levantado pelo Google em 2004.  O IPO  do Facebook sugere que a rede social vale hoje entre US$ 75 bilhões e US$ 100 bilhões.

A estréia da empresa no mercado ainda depende da definição de preços das suas ações, mas a oferta inicial já clarificou uma série de aspectos relacionados com forças e fraquezas da rede social, que foram objeto de forte especulação da imprensa mundial nos últimos meses.

Confira alguns dados oficiais do Facebook:

  • 845 milhões de usuários ativos mensais em todo o mundo.
  • Receita de US$ 3,7 bilhões em 2011 (abaixo das estimativas de mercado, de US$ 4,3 bilhões), contra quase US$ 2 bilhões em 2010 e US$ 777 milhões em 2009.
  • Maior parte da receita (US$ 3,1 bilhões) origina-se de publicidade no site. Outros US$ 557 milhões vêm do compartilhamento de receitas, sobretudo as geradas com jogos Zynga, como “FarmVille” e “CityVille”. Cerca de 12% da receita da rede social de 2011 vieram da Zynga.
  • Lucro líquido de US$ 1 bilhão em 2011, contra US$ 606 milhões em 2010 e US$ 229 milhões em 2009.
  • Crescimento de 69% na receita de anúncios em 2011, devido ao aumento do número de anúncios (42%) e crescimento do preço médio por anúncio entregue (18%).
  • Os gastos com marketing e vendas aumentaram 132% em 2011, para US$ 427 milhões, devido principalmente ao aumento de 46% no quadro de pessoal para suporte global de vendas, desenvolvimento de negócios e atendimento ao cliente.
  • O Facebook reconhece que a falta de exibição de publicidade através de suas propriedades móveis — que atraem 425 milhões de usuários ativos mensais – pode afetar negativamente sua receita e resultados financeiros. Reconhece a necessidade de rentabilizar essa audiência de celular em rápido crescimento, antes que a situação se torne um problema.
  • A empresa considera como principais concorrentes o Google, a Microsoft e o Twitter, além do Cyworld na Coréia; do Mixi, no Japão; do Orkut (Google), no Brasil e na Índia; e do vKontakte, na Rússia.
  • Mark Zuckerberg, fundador e CEO do Facebook, ganhava US$ 500 mil por mês em 2011 e tinha remuneração total de quase US$ 1,5 milhão, incluindo uso pessoal de avião fretado. Sua participação no Facebook é de 28,4%.
  • O Morgan Stanley está à frente do IPO do Facebook, com ajuda do JPMorgan Securities, Goldman Sachs, Merrill Lynch, Barclays Capital e Allen & Company.

Gráfico compara receitas do Google, Yahoo e Facebook após sete anos em operação

Informações sobre os resultados financeiros do Facebook vazaram na semana passada, quando uma jornalista do site CNBC, especializado em notícias de negócios, anunciou os números na sua página do Twitter.

A informação, cujas fontes não foram identificadas, veio a público no momento em que a imprensa especializada especula sobre os detalhes da oferta pública inicial de ações (IPO, em inglês) que o Facebook prepara para os próximos dias.

Os valores revelados no Twitter indicam que a maior rede social do mundo registrou receita de US$ 3,8 bilhões em 2011, menos do que os mais de US$ 4 bilhões esperados. Os lucros operacionais teriam ficado em US$ 1,5 bilhão, menos de que os US$ 2 bilhões esperados.

Com base nesses dados, articulista do site Business Insider elaborou o gráfico comparativo abaixo, com o objetivo de demonstrar que esses resultados financeiros do Facebook, se confirmados, são “decepcionantes” para uma empresa para a qual se espera avaliação de US$ 75 bilhões a US$ 100 bilhões quando suas ações começarem a ser negociadas.

Tais receitas e lucros tornam-se ainda mais pífios, segundo o articulista, se comparados com os resultados do Google nos seus primeiros sete anos de negócio, e considerando que o site de busca nasceu em um momento em que o uso da Internet e os gastos com publicidade online não chegavam à metade do que são atualmente.